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JUIZ DE FORA | RECORTES URBANOS

Do antigo “Caminho Novo”, fomos acontecendo, interregno úmido de uma jornada alucinante, impulsionada pelo ouro e pelo sal. Tropeiros obstinados, negros açoitados, nativos acuados em suas matas, trilhas de embusteiros e emboscadas. Fazenda de um “Juiz de Fora”, pouso de riquezas viajantes que por estas sendas não deixaram seu rastro.

Povoado que atravessou o “Paraibuna” trazendo seu “Santo Antônio fujão” e que foi se acomodando e ramificando ao sopé do “Morro do Cristo” que também é do “Imperador”. Gente simples, mentes brilhantes, empreendedores, força operária.

Envoltos no aroma do café oriundo das cercanias e com as novas ideias vindas do litoral, fomos nos estabelecendo como um núcleo urbano, referencial de uma região. Caminhos, rodovia, ferrovia, energia elétrica... Rompemos o século XX ao som dos teares e dos tamancos, circulando pelas ruas da cidade acomodados nos bancos dos bondes.

A “Manchester” com seu ecletismo peculiar foi se desenvolvendo e se reinventando, principalmente a partir da segunda metade do século XX. Pouco restou do tijolo aparente, persistiu o “Primeiro sorriso de Minas” no semblante de nossa gente.

Juiz de Fora / Recortes Urbanos é uma proposta visual sobre a cidade e seu espaço urbano, não só sua arquitetura em transformação, mas, também, lugares e pessoas que editam o nosso cotidiano. São recortes, fragmentos visuais que propõem uma reflexão sobre a relação cidade-cidadão. Personagens fugazes de um cenário em constante mutação, agentes passageiros de uma cidade, que ouso em meus traços e cores na consciência de minha temporalidade.